A guerra suja da PF (5)

No final da década passada, a Polícia Federal adquiriu, em Israel, maletas que, se localizadas próximas do alvo a ser investigado, podem realizar interceptações telefônicas. Isso elimina a necessidade de fazer escutas ambientais ou solicitar a operadoras que grampeiem telefones.

Agentes da PF relatam que, oficialmente, cinco maletas foram compradas. No entanto, vieram mais duas "de brinde" -- que nunca foram tombadas. Por quê?

A guerra suja da PF (4)

Delegados da PF e representantes da associação que defende os interesses desse pessoal aproveitam-se da má fama de Rodrigo Janot, criada por jornalistas, para dizer que a interrupção dos depoimentos dos políticos da Lava Jato foi uma manobra do procurador-geral da República para atrapalhar as investigações. Que os delegados da Lava Jato que procuraram ouvir os políticos envolvidos, sem o conhecimento dos procuradores, queriam apenas acelerar o processo.

Balela.

A guerra suja da PF (2) e (3)

O jornalista Claudio Tognolli publicou que os delegados federais da Lava Jato ofereceram ao senador petista Humberto Costa ouvi-lo sem a presença de procuradores e perguntas entregues antecipadamente.

Pois bem, O Antagonista apurou que a mesma maracutaia foi oferecida aos deputados Eduardo Cunha, do PMDB, e Arthur Lira, do PP.

Diante dessas informações, Rodrigo Janot, acertadamente, pediu a suspensão temporária dos depoimentos.

A guerra suja da PF (1)

A disputa entre a Procuradoria-Geral da República e os delegados da Polícia Federal, que resultou na suspensão temporária dos depoimentos dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato, não é uma "guerra de vaidades", como escreveram jornalistas desinformados.

Assim como tantos outros neste país infeliz, é um embate entre o certo e o errado; entre o honesto e o desonesto; entre o Bem e o Mal, se quisermos ser épicos.

Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Alagoas - SINPOFAL

Av. Walter Ananias nº 990 – Jaraguá

Fone: (82) 3337-0198

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