PF cumpre mandados de busca e apreensão em imóvel de ex-governador

0
73
EX-GOVERNADOR

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados em imóvel do ex-governador Teotônio Vilela

EX-GOVERNADORUma operação desencadeada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (30), cumpre 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Alagoas, em Maceió, na área metropolitana da capital, além das cidades de Salvador, Limeira e Brasília.

Um dos alvos da operação é um imóvel localizado na Avenida Álvaro Otacílio, no bairro de Ponta Verde, em Maceió, que pertence ao ex-governador de Alagoas e ex-presidente estadual do PSDB, Teotonio Vilela Filho.

Outro alvo da operação é o ex-secretário de Estado da Infraestrutura Marco Foreman.

Obras que deveriam servir ao povo que sofre com a seca e miséria, na verdade viram alternativa para desvios do dinheiro do próprio povo. Foram mais de 33 milhões contratados com a Odebrecht, em sobrepreço suspeito. Precisamos limpar o Brasil desse câncer que é a corrupção. Concluiu, o Agente Federal Flávio Moreno, Presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas.

Batizada de “Operação Caribdis”, a operação busca colher provas para o inquérito policial instaurado com a finalidade de apurar a suposta prática dos crimes de fraude a licitação, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos relacionados à obra do Canal do Sertão de Alagoas, mais especificamente os lotes números 3 e 4, ocorridos entre 2009 e 2014.

O Supremo Tribunal Federal autorizou a PF a utilizar provas decorrentes de colaborações premiadas de pessoas relacionadas à Construtora Odebrecht na investigação. A elas se somaram relatórios do Tribunal de Contas da União, constatando sobrepreço em contrato firmado entre o Governo de Alagoas a referida empresa no montante de R$ 33.931.699,46.

A PF também apurou, na investigação a existência de acordo de divisão de lotes da obra com a Construtora OAS.

Todo o material arrecadado será encaminhado à Superintendência da PF em Alagoas, onde será analisado. A soma das penas máximas atribuídas aos delitos citados pode chegar a 46 anos de prisão.