A PF prendeu 4 pessoas e apreendeu cerca de 1 milhão e 600 mil reais em notas de dólares e reais, carros de luxo e embarcações de Erik da Silva Ferraz, filho de ‘João Cabeludo’ [João Aparecido Ferraz Neto], um dos 6 criminosos mais procurados pela Polícia Federal. Imóveis de alto padrão foram alvos de sequestro judicial de bens.

Foram presos Domingos Terêncio Correia Neto, Diogo Terêncio de Souza Araújo, Gabriela Terêncio de Souza Araújo e Silvia Rejane de Souza Araújo, que são cunhados, esposa e sogra de Ferraz, respectivamente. Erik resistiu à prisão, disparando contra os policiais e foi alvejado. Ainda foi socorrido com vida, mas veio a falecer no hospital.

Erik tinha passagens também por homicídios e estava foragido da Justiça de São Paulo. Comandava um esquema de tráfico de drogas internacional e lavava o dinheiro da organização Primeiro Comando da Capital – PCC, através de empresas estabelecidas em Maceió, onde se apresentava como o empresário Bruno Augusto Ferreira Junior.

Um laudo de exame prosopográfico (comparação facial antropométrica) elaborado pelos Papiloscopistas Policiais Federais – PPFs Julius Novais Bomfim e Rodolfo Silva do Grupo de Identificação – GID/DREX/SR/PF/AL, indicou a grande semelhança entre fotos do traficante e a aposta em um documento de identidade em nome de Bruno Augusto Ferreira Junior. Após as investigações promovidas por Policiais Federais, em razão disto, foi denominada a operação “DUAS FACES”.

O Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, de São Paulo, colaborou com a PF encaminhando o prontuário civil em nome de Erick da Silva Ferraz. A partir das impressões digitais enviadas, o Chefe do GID, PPF Julius Bomfim elaborou um laudo pericial papiloscópico, que confirmou que Erik e Bruno tratavam-se da mesma pessoa.

Em entrevista coletiva na sede da PF em Alagoas, o Superintendente Regional Bernardo Gonçalves Torres, explicou para a imprensa o caso e o PPF Julius apresentou como foram feitos o exame prosopográfico, que contou com o auxílio do Sistema Lince de comparação facial (desenvolvido por PPFs no Instituto Nacional de Identificação), e também o laudo papiloscópico, ferramentas relevantes para a investigação policial e a persecução penal.

FONTE: ADID/DSEG/INI/DIREX/PF e GID/DREX/SR/PF/AL